quarta-feira, 31 de agosto de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Jornada de Lutas: Vamos a Marcha a Brasília nesta quarta-feira (24)
Manifestações estão ocorrendo em diversas cidades e agora é hora de unificá-las e mostrar a força desses trabalhadores na Marcha a Brasília nesta quarta-feira (24). São esperadas cerca de 20 mil pessoas organizadas em caravanas com delegações de várias localidades do país.
Cada categoria levará sua própria reivindicação, mas com bandeiras unificadas, contra a política econômica do governo, por aumento geral de salário, em defesa da educação e da saúde públicas, pelo fim do Fator Previdenciário e pela redução da jornada de trabalho.
A concentração do ato será no Estádio Mané Garrincha próximo da Via N Um Oeste. A manifestação se unificará aos companheiros do MST, que realizam em Brasília a Jornada de Lutas pela Reforma Agrária.
A Marcha terá início às 9h e seguirá até a Praça dos Três Poderes, passando pelo centro da cidade e pela rodoviária. Os manifestantes darão uma volta em torno do Congresso Nacional e um ato no gramado em frente ao Congresso. O horário de encerramento da manifestação está previsto para as 13 horas.
Uma ala em defesa da Educação, identificada com camisetas, cartazes, faixas e adesivos, será um dos destaques na marcha.
Outras atividades estão sendo programadas nesse grande dia de lutas. Servidores públicos, integrantes do movimento popular e estudantes, realizarão plenárias, reuniões com os órgãos públicos e manifestações e prometem sacudir Brasília.
Após o ato haverá uma plenária nacional, na tenda armada pela Condsef, na Esplanada dos Ministérios, onde será realizada a plenária pelos “10% do PIB para a educação pública já!”.
É importante que todos levem bonés, protetor solar e se hidratem durante a passeata, dadas as condições do clima de Brasília.
Jornada de lutas pelo país – Milhares de trabalhadores, estudantes e integrantes do movimento popular realizam manifestações Brasil afora.
Trabalhadores da construção civil de Fortaleza (CE) e operárias da confecção feminina paralisaram suas atividades. Além disso, como parte da jornada, a campanha “Chega de Mortes nas Obras” foi lançada no estado com a participação de cerca de 4 mil pessoas.
Em Belém (PA), operários pararam suas atividades e realizaram passeatas que reuniram mais de 2 mil trabalhadores.
Em Belo Horizonte (MG) houve o lançamento da Campanha “O Minério Tem Que Ser Nosso” e da Campanha Salarial dos Metalúrgicos no Estado. Além disso, uma manifestação unitária com os professores, movimento popular e estudantil reuniu mais de 2 mil no centro da cidade. Também em Juiz de Fora houve manifestação.
Em São Paulo, um ato nas escadarias do Teatro Municipal, aqueceu os preparativos para a Jornada de Lutas. Já em São José dos Campos e região, grande SP, cerca de 4 mil metalúrgicos paralisaram suas atividades por duas horas, desses, 3 mil realizaram uma marcha pelas ruas da cidade.
No Rio de Janeiro um bolo foi cortado e distribuído para a população no protesto que reuniu cerca de 200 pessoas.
Na Bahia, houve o lançamento da Campanha pelos 10% do PIB para a Educação. No interior do estado, servidores paralisaram suas atividades nesta jornada.
No Rio Grande do Sul, o movimento em defesa da Educação foi lançado.
Agora é a hora de unir trabalhadores, estudantes, integrantes do movimento popular, nessa grande marcha a Brasília. Vamos exigir nossa parte no bolo. “Se o Brasil Cresceu, Trabalhador Quer o Seu”.
Nossas bandeiras
Fonte: CSP-Conlutas
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
3° Dia da Jornada de lutas: no Ceará é lançada campanha “Chega de Mortes nas obras”
O STICCRMF (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Fortaleza) filiado à CSP-Conlutas/CE, lançou, nesta sexta-feira (19), a campanha “Chega de Mortes nas obras”. A ação reuniu mais de 4 mil trabalhadores que realizaram uma passeata pela ruas da cidade. Além disso, esses operários paralisaram praticamente todas as obras da capital, somando cerca de 20 mil trabalhadores parados. Essa luta especifica da categoria fez parte da Jornada Nacional de Lutas no Estado.
Dez outdoors, denunciando a morte de 16 operários em acidentes de trabalho ocorridos de janeiro a julho de 2011, estão espalhados em diversos locais da cidade. O Sindicato, juntamente com a CSP-Conlutas também convocou, através desses outdoors, os trabalhadores a se incorporarem nas atividades da Jornada de Lutas.
Foi feita uma passeata e, ao final, houve ato em frente ao MPT (Ministério Público do Trabalho). Durante a manifestação uma comissão do Sindicato e da CSP-Conlutas foi recebida pelo procurador chefe do Ministério Publico que se comprometeu em agendar o mais rápido possível uma reunião para tratar do assunto. Ele afirmou ainda que “o MPT sempre estará atento a este tema que envolve a vida do trabalhador”.
Após a reunião, foi realizada uma assembléia com os trabalhadores. “A proposta do sindicato que foi aprovada, é que daqui para frente morreu pião, pião parou, ou seja, se morrer um trabalhador os canteiros irão parar”, informou o dirigente do Sindicato e membro da CSP-Conlutas/CE, Zé Batista.
Professores também fazem manifestação – Também como parte das atividades da Jornada de Lutas houve uma grande manifestação dos professores. Esses profissionais fecharam a Avenida que dá acesso ao Palácio do Governador. A greve dos Professores já dura 16 dias.
Fonte: Sítio da CSP-Conlutas
Fotos: Voz do Peão
Fotos: Voz do Peão
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Todo a apoio à greve dos operários das obras do Maracanã
Arrancar agora todas as reivindicações, nem um passo atrás!
| Funcionários fazem protesto no Maracanã (Foto: Alexandre Loureiro) |
Saibam que a luta de vocês é motivo de orgulho para todos os operários da construção civil de nosso país e que todos nós acreditamos que a força dessa mobilização, a resistência e a persistência de vocês será capaz de arrancar melhores condições de salário, de saúde e de segurança.
Assim como vocês, que ontem viram um de nossos companheiros ser vítima de um grave acidente de trabalho, nós estamos indignados com a forma como as empreiteiras vem tratando os trabalhadores nas milhares de obras espalhadas pelo nosso país. Para essas construtoras, o que interessa é acelerar a entrega das obras para garantir seus lucros e atender as pressões dos governantes. Se, para conseguir isso, pelo descaso, centenas de operários perderem a vida, eles não estão nem aí. Eles querem seus lucros.
Queremos transmitir nosso irrestrito apoio à greve que vocês agora realizam, pois entendemos que somente assim é que nós conseguiremos arrancar todas as reivindicações, derrotar a ganância das empreiteiras e, nesse caso, a inércia e conivência do governo federal e estadual.
O governo fala de crescimento econômico, que o país melhorou, que somos a 8ª economia do mundo, que teremos Copa do Mundo, Olimpíadas, que estamos preparados para enfrentar crises, enfim, que o país cresceu e a vida melhorou. Mas está está cada vez evidente, porém, que esse crescimento está sendo garantido às custas de uma brutal exploração, de baixos salários e até da própria vida de quem trabalha. Dessa forma, não podemos mais permitir que esta situação continue.
A greve dos operários da obra do Maracanã é, para nós da CSP-Conlutas, mais uma atitude heroica de resistência dos trabalhadores da construção como foram as greves que ocorreram em Jirau-RO e se espalharam por todo país, levantando cerca de 100 mil companheiros no primeiro semestre. Trata-se de uma luta contra as empreiteiras e o governo e, às vezes, até contra alguns sindicatos que, lamentavelmente, em vez de garantir o apoio à greve prefere ficar ao lado dos patrões.
Colocamos nossa central e toda nossa militância à disposição dos companheiros da obras do Maracanã para que assim, juntos, possamos derrotar os que nos exploram e arrancar as nossas conquistas.
Toda nossa solidariedade ao companheiro acidentado e a sua família;
Nenhum passo à traz, até a vitória.
“Se o Brasil cresceu, trabalhador que o que é seu!”
ATNÁGORAS LOPES, DA EXECUTIVA NACIONAL DA CSP-CONLUTAS
Fonte: Sítio do PSTU
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Há 27 anos, greve na Embraer entrou para história
É a famosa greve de 1984, quando trabalhadores ocuparam a fábrica e Exército invadiu empresa
Há 27 anos, uma greve marcou a história dos metalúrgicos de São José dos Campos e região. É a famosa greve de 1984 na Embraer, quando os trabalhadores ocuparam a fábrica por três dias e o Exército invadiu a empresa.
Em agosto daquele ano, em meio à ditadura militar e um cenário de lutas no país contra as perdas com a inflação, por mudanças na política econômica do governo e por democracia, os metalúrgicos foram à luta por equiparação salarial.
Começou no dia 9 de agosto. Os trabalhadores permaneceram dentro da fábrica por três dias, para pressionar a empresa a negociar.
Mas então veio a repressão. A estatal, sob o comando militar, determinou a intervenção da polícia da Aeronáutica, que invadiu a empresa para reprimir o movimento.
A Embraer ficou sitiada pelos militares, como relatou a imprensa à época. A ordem para que a Aeronáutica reprimisse a greve veio do próprio ministro, conforme atestou o então presidente da Embraer Ozires Silva.
Os trabalhadores foram escoltados para fora da empresa, por um "corredor polonês", sob a ameaça de fuzis, numa demonstração do autoritarismo e repressão.
Mesmo após o fim da ocupação, a Embraer afastou e depois demitiu por justa causa 134 trabalhadores e fez intensa perseguição a diretores do Sindicato: João Pedro Pires e Francisco Assis de Souza.
Na cidade, era grande a revolta pela arbitrariedade de empresa e do regime militar. Vários atos de protesto às demissões foram feitos nas fábricas, cidade e até em Brasília.
Como represália ao movimento, a Embraer ainda cancelou a eleição da Comissão de Fábrica.
Em 1989, após a promulgação da Constituição de 1998, que garantiu o direito de greve, o Sindicato entrou com um processo na Justiça em defesa destes trabalhadores, que foi vitorioso quase dez anos depois. A empresa teve de pagar todos os direitos trabalhistas devidos desde a demissão ilegal.
Luta pela anistia
A empresa e o Exército fizeram toda uma pressão e intimidação sobre os trabalhadores. O DOPS colheu depoimentos dos grevistas em interrogatórios que demoraram até cinco horas, como relatam companheiros.
"Queriam saber de tudo, por qual motivo fizemos a greve, de que organização política éramos. Foi feita uma verdadeira inquisição com cada trabalhador", lembra Getúlio Guedes, um dos demitidos de 1984, em entrevista para um vídeo produzido pelo departamento do Sindicato sobre as greves da Embraer na década de 80.
As demissões buscaram atingir as lideranças da greve, ativistas ou qualquer pessoa que a Embraer e o regime pudessem considerar "subversivos".
Carlos Alberto Cavalcante, demitido da greve de 84, lembra a perseguição a que foram submetidos. "O coronel Ozires chegou a falar na minha cara: "vocês vão servir de exemplo para todo o Vale do Paraíba e não vão trabalhar nunca mais nem em São José dos Campos, nem em outro lugar do país", conta Cavalcante.
Foi uma clara perseguição política a estes trabalhadores e, por isso, em 2008, depois de muitos anos de luta, o governo brasileiro concedeu anistia política aos demitidos de 1984 da Embraer.
"A concessão da anistia é uma reparação histórica a estes companheiros, que perderam seus empregos e foram perseguidos pela ditadura militar. Mas é preciso mais e por isso, os trabalhadores e o Sindicato lutam hoje pela reparação econômica, assim como foi concedida aos demitidos da greve de 1985 da GM", disse o vice-presidente do SIndicato, Herbert Claros.
VEJA VÍDEO QUE DESTACA A LUTA DOS TRABALHADORES DA EMBRAER E AS GREVES NA DÉCADA DE 80.
Fonte: SINDMETALSJC
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