quinta-feira, 28 de julho de 2011

Metalúrgicos vão à luta por reajuste salarial de 17,45%

Nesta Campanha Salarial, vamos exigir aumento real e reposição da inflação


Os metalúrgicos de São José dos Campos, Campinas, Limeira e Santos irão reivindicar 17,45% de reajuste nesta Campanha Salarial 2011. O índice inclui 7,84% de inflação pelo INPC-SP e 8,91% de aumento real. A pauta foi definida nesta quinta-feira, dia 28, em seminário unificado entre os quatro sindicatos, ocorrido em São José dos Campos.

Os metalúrgicos têm como data-base os meses de agosto e setembro. A pauta de reivindicações será entregue na próxima quarta-feira, dia 3, para a Fiesp e setor de Fundição. Na quinta-feira, dia 4, será a vez do setor de autopeças e Sinfavea (montadoras).

Além das cláusulas econômicas, os metalúrgicos também lutarão por reajuste do piso salarial, redução da jornada de trabalho para 36 horas, equiparação salarial e direito à eleição de delegados sindicais e comissões de fábrica. A pauta social inclui um total de 151 cláusulas.

Os sindicatos das quatro regiões realizam, pelo 14º ano consecutivo, a Campanha Salarial Unificada, formando um bloco combativo que representa cerca de 150 mil metalúrgicos.

Diante do crescimento econômico que vive o país, obtido à custa do aumento da exploração dos trabalhadores no último período, bem como em razão do momento de volta da inflação que têm corroído a cada mês os salários, o tema da campanha este ano é “O Brasil cresceu, quero o que é meu”.

“Este crescimento tão festejado pelo governo só aconteceu porque os trabalhadores produziram muito e, mesmo assim, tiveram seus salários corroídos pela inflação e achatados pela política de rotatividade imposta pela patronal. Portanto, nesta Campanha Salarial vamos pra cima exigir aumento real de salário e ampliação de direitos”, afirma Vivaldo Moreira Araújo, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, filiado à CSP-Conlutas.

Jornada de Lutas

Em agosto, os trabalhadores do bloco unificado participam da Jornada Nacional de Lutas, com duas grandes passeatas pela Campanha Salarial. Em São José dos Campos, vamos às ruas no dia 19. No dia 24, vamos à Brasília, junto com outras categorias protestar contra a política econômica do governo e exigir aumento real de salário.

A Jornada de Lutas vai contra o pacto social proposto pelas centrais sindicais governistas CUT e Força Sindical, que assumiram a estratégia da parceria com empresários e governos, lançado em maio no “Seminário Brasil do Diálogo e Desenvolvimento”.

Por unanimidade, os dirigentes sindicais, cipeiros e ativistas dos quatro sindicatos presentes no seminário, nesta quinta, repudiaram este pacto social em discussão entre sindicais pelegas, governo e patrões.

“Com o pacto, estas centrais querem defender os interesses dos patrões e impor a derrota à classe trabalhadora, com negociações que só levam à redução de salários e de direitos. Nossa estratégia é justamente o contrário: é de luta e de mobilização”, conclui Vivaldo.

Os sindicatos de São José, Campinas, Limeira e Santos abrigam empresas como General Motors, Embraer, Honda, Toyota, Burigotto, Panasonic e Usiminas.

Fonte: SINDMETALSJC

terça-feira, 26 de julho de 2011

Greve em maior mina de cobre do mundo prossegue no Chile

ANTOFAGASTA, Chile (Reuters) - A greve na mina chilena Escondida, a maior de cobre do mundo, entrou no terceiro dia neste domingo sem sinal de acordo para por fim à paralisação. Sindicatos já ameaçam estender o protesto para outras minas do país.

O sindicalista Roberto Arriagada, que representa os trabalhadores de Escondida, disse que a controladora da mina BHP Billiton recusou-se a retomar conversas para ampliar o bônus dos empregados. Ele classificou a decisão da empresa de "um grave erro que pode levar a protestos nacionais".

Líderes representando cerca de 27 mil trabalhadores da estatal Codelco e de minas privadas ameaçaram no domingo iniciar manifestações no âmbito nacional em apoio aos grevistas de Escondida.

"Se alguém for demitido (em Escondida), vamos agir como se fôssemos um só", disse o chefe da federação dos trabalhadores da Codelco, Raimundo Espinoza.

As leis trabalhistas do Chile permitem demissões de empregados que cruzam os braços fora da época da negociação dos contratos trabalhistas.

A mina Escondida estabeleceu um contrato de 44 meses com os trabalhadores em 2009.

A situação na mina Escondida também poderia danificar a imagem do Chile perante a investidores estrangeiros. O país é considerado como um dos destinos mais estáveis para investimentos.

Uma greve geral dos trabalhadores da Codelco em 11 de julho para protestar contra reformas na companhia -na primeira paralisação nacional em perto de 20 anos- despertou o anseio de outros empregados de mineradoras no Chile por melhores salários, diante dos preços do cobre perto do recorde de alta.

Os trabalhadores de Escondida reivindicam um bônus de 11 mil dólares relacionado ao lucro da BHP, o que compensaria uma queda na remuneração anual dos empregados da mina pelo menor volume produzido.

Líderes sindicais afirmaram que as operações na mina Escondida e em seu principal porto de exportação Coloso estão completamente paradas desde que a greve começou, na última quinta-feira.

Representantes da BHP não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.

Por Moises Avila
Fonte: O Globo

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Petroleiros de Sergipe paralisaram atividades contras demissões e punições

Desde a terça-feira (19) os petroleiros em Sergipe estão realizando paralisações de duas horas. O primeiro dia de paralisação foi na Sede Administrativa. Na quarta-feira, os petroleiros cruzaram os braços na FAFEN. Na quinta-feira foi a vez dos petroleiros do Tecarmo. Os petroleiros do campo de Carmópolis paralisaram na sexta-feira.

“As paralisações são a resposta da categoria contra as demissões impostas pela Petrobrás no último período e as punições aplicadas aos diretores do Sindicato”, disse Toeta, diretor do Sindipetro AL/SE.

Na semana passada, o petroleiro Gilson Xavier dos Anjos, um dos demitidos, faleceu após sofrer uma parada cardíaca. O trabalhador sentiu-se mal após receber o comunicado da homologação de sua demissão.

As demissões são baseadas em uma cláusula do Acordo Coletivo de Trabalho, a cláusula 69. “O Sindipetro AL/SE não teve acordo com este cláusula durante a assinatura do acordo, mas a Federação Única dos Petroleiros (FUP/CUT), como parte das traições que vem cometendo ao longo dos anos, empurrou goela abaixo dos trabalhadores”, frisou Toeta.

Gilvani Alves, Alberto Calasans e Edivaldo Leandro, diretores do Sindipetro AL/SE, foram punidos com 10 dias de suspensão. Na avaliação de Toeta, “como o Sindipetro tem feito a denuncia das demissões, realizado várias paralisações no campo de Carmópolis por melhorias no transporte e na alimentação e, no último dia 7, paralisamos todas as unidades da Petrobrás durante um dia. Essas punições são retaliações da empresa às nossas lutas, mas nós não vamos parar”.

Ações Jurídicas

A Assessoria Jurídica do Sindipetro está entrando com a ação na justiça para reverter as demissões sem justa causa realizadas pela Petrobrás, bem como, busca reverter as punições aplicadas aos diretores da entidade. “Vamos utilizar todos os mecanismos disponíveis para reverter essa situação. A campanha contra as demissões e punições continua. Reafirmamos sempre, mexeu com meu companheiro, mexeu comigo”, falou Toeta.

Abaixo assinado

Começou a rodar nas áreas o abaixo assinado, aprovado em assembleia da categoria, exigindo o cancelamento das demissões e das punições. O abaixo-assinado repudia as medidas autoritárias da gerência que impede a livre organização sindical e também ataca a liberdade de expressão dos trabalhadores.

O Sindipetro colocou faixas em todas as unidades contras as medidas autoritárias e contra o mandante de tais medidas. “Contra as demissões e a perseguição aos diretores sindicais. Fora Holleben”.

Roberto Aguiar, assessor de Imprensa do Sindipetro AL/SE
Fonte: Sítio da CSP-Conlutas

terça-feira, 19 de julho de 2011

Nesta quinta, PSTU vai à TV e mostra indignação dos trabalhadores


Programa semestral do partido alerta sobre o alto endividamento dos trabalhadores e denuncia os baixos salários

Na próxima quinta-feira, 21 de julho, o PSTU vai à TV para conversar com as trabalhadoras e trabalhadores do país sobre as suas vidas. Como a sua situação?

De um lado, o governo incentiva o endividamento das famílias, com juros altíssimos para a população e irrisórios para os banqueiros, arrocha salário, sucateia a educação e a saúde. De outro, os trabalhadores começam a se indignar, fazem greves, exigem salário e respeito.

O Brasil cresceu, mas a vida não vai tão bem quanto se diz: inflação, longas jornadas de trabalho, salários baixos, dívidas. Já os bancos nunca lucraram tanto quanto nos dois governos Lula, continuado agora por Dilma.

É por isso que greves e protestos começam a explodir, mostrando a indignação. Vamos mostrar a luta dos trabalhadores, aqui e na Europa, indignados com o capitalismo.

Essa é uma das poucas oportunidades que o PSTU tem para falar às massas desse país e mostrar o seu programa. Assista e conheça um pouco mais o nosso partido. 

Logo após o programa, participe do twittaço #indignados.

Fonte: Sítio do PSTU

terça-feira, 12 de julho de 2011

ESTRUTECH E MOTA MACHADO: TRABALHADORES PARALISAM POR CESTA-BÁSICA


Os trabalhadores das empresas Estrutech e Mota Machado cruzaram os braços na sexta-feira (08/07), por conta do atraso no repasse da cesta-básica. Os trabalhadores que haviam recebido o cartão no qual será depositado o valor de R$ 35,00 para compra de alimentos, se depararam a falta do valor ao passarem nos supermercados.

O sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF) foi chamado a apoiar os trabalhadores e cobrar uma posição da empresa que se prontificou a resolver a situação no mesmo dia. A empresa informou que havia dado os cartões aos trabalhadores e por problemas de burocracia não havia depositado os valores correspondentes aos meses de maio e junho.

Para o diretor do STICCRMF, Laércio Clayton, “a falta de dialogo das empresas com os trabalhadores é um fator de desrespeito aos que produzem a riqueza, o sindicato conquistou a cesta-básica, e esse não é um direito dado, se há burocracia então que fosse depositado na conta dos trabalhadores”.

Veja o vídeo:



Fonte: Voz do Peão