sexta-feira, 21 de junho de 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Patronal rompe negociação com trabalhadores da construção civil de Fortaleza
As trabalhadoras e trabalhadores da indústria da construção civil de Fortaleza foram surpreendidos na manhã da última sexta-feira (5) ao saber que o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) optou por sair da mesa de negociações referente à campanha salarial da categoria, dando-as por encerradas.
| Assembleia dos trabalhadores nesse dia 4 |
Esses mesmos trabalhadores são os responsáveis por impulsionar um dos setores que mais cresceu nos últimos anos no estado do Ceará. Para se ter uma ideia, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enquanto a construção civil nacionalmente teve crescimento de 1,4%, no Ceará, em 2012, esse percentual foi superado, atingindo os 4,72%.
Tal crescimento não se dá sem um preço que custa alto à vida de muitos trabalhadores. Além da superexploração e do descumprimento da legislação trabalhista, mortes e acidentes fazem parte do seu cotidiano. Só este ano, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Fortaleza registrou duas mortes nos canteiros de obra, além de dezenas de acidentes.
Os trabalhadores reivindicavam 20% de reajuste. Durante as negociações, baixaram a exigência de reajuste para 12,5% e R$ 90 de vale alimentação. A patronal, porém, propôs apenas 7,5% de reajuste e R$ 55 de vale, o que foi rejeitado em assembleia do dia 4.
Para o sindicato dos trabalhadores, o rompimento injustificável e irresponsável das negociações por parte da patronal sinaliza uma série de desrespeitos, como por exemplo, em relação ao meio ambiente, com as construções em área de preservação ambiental, mas principalmente em relação aos trabalhadores que lutam por melhores condições de vida.
O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza, filiado à CSP Conlutas (Central Sindical e Popular), expressa sua discordância em relação ao dissídio coletivo, manifesta seu desejo em chegar um consenso por meio da negociação com o Sinduscon ou com as empresas e, principalmente, reafirma seu compromisso de lutar em defesa dos direitos dos trabalhadores.
Por Camila Chaves, de Fortaleza/CE
Fonte: Sítio do PSTU
domingo, 7 de abril de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
Valeu Cleber!
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Trabalhadores da GM entram em greve e ocupam Via Dutra
Metalúrgicos exigem que presidente Dilma tome medidas contra demissões
Os trabalhadores da General Motors de São José dos Campos entraram em greve, nesta terça-feira, dia 22, e ocuparam a Rodovia Presidente Dutra, como forma de pressionar o Governo Federal a proibir as 1.598 demissões programadas pela montadora.
A ocupação da Via Dutra aconteceu, no km 141, nos dois sentidos, em frente à fábrica da GM, das 6h30 às 7h30. Pneus foram queimados para interromper o trânsito e os trabalhadores tomaram a rodovia, com faixas e cartazes. Uma das faixas trazia a frase “Dilma, proíba as demissões na GM”. Cerca de 4,5 mil trabalhadores participaram da manifestação.
Após a ocupação, os metalúrgicos foram para suas casas, dando início à greve de 24 horas. A GM de São José dos Campos possui 7.500 trabalhadores. A produção está 100% parada e a fábrica deixará de produzir 480 veículos (modelos S10, Classic e Blazer) e 2.400 motores e transmissões durante a greve.
Os metalúrgicos estão em luta em defesa do emprego e reivindicam que a presidente Dilma Rousseff assine uma medida provisória proibindo que empresas beneficiadas por incentivos fiscais, como é o caso da GM, realizem demissões.
Última rodada de negociação
Os trabalhadores entram em greve um dia antes da última rodada de negociação entre GM e Sindicato dos Metalúrgicos, que acontece amanhã, a partir das 9h, na sede do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.
No encontro, o Sindicato tentará chegar a um acordo com a montadora para que sejam preservados todos os postos de trabalho. Caso não cheguem a um acordo, a negociação poderá ser estendida para o dia 26, último dia do acordo.
No dia 4 de agosto, a GM anunciou que fechará o setor MVA (Montagem de Veículos Automotores) da fábrica de São José dos Campos e que demitiria 1.840 trabalhadores. Um acordo aprovado em agosto pelos metalúrgicos suspendeu a medida até o dia 26 de janeiro.
Desde então, mais de 300 funcionários já aderiram ao Programa de Demissão Voluntária (PDV) aberto pela empresa. Outros 779 estão em lay-off (suspensão de contrato de trabalho).
Diversas rodadas de negociação já aconteceram, mas a GM continua com o propósito de demitir. A montadora chegou a apresentar uma proposta com 17 pontos para redução de direitos, mas não deu qualquer garantia de manutenção dos empregos.
Como forma de evitar as demissões, o Sindicato propõe, por exemplo, que seja mantida a produção do modelo Classic em São José dos Campos e que carros que hoje são importados passem a ser produzidos no Brasil. O Sindicato também concorda em discutir um novo acordo trabalhista, desde que haja garantia de empregos e investimentos.
Manifestação antecipada
A manifestação de hoje estava prevista para ocorrer, na verdade, amanhã, dia 23, mas o Sindicato decidiu antecipar.
“Não podemos esperar o dia de amanhã. Queremos que esta manifestação ecoe em Brasília e que a presidente Dilma se some à luta dos metalúrgicos”, afirma o presidente do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros.
Amanhã, é o Dia de Ação Global contra Ataques da GM, que acontece em oito países: Brasil, Estados Unidos, Argentina, Alemanha, Colômbia, Espanha, França e Itália. A manifestação de hoje em São José dos Campos faz parte das atividades.
Fonte: Sítio do Sindmetalsjc
Fonte: Sítio do Sindmetalsjc
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