sexta-feira, 18 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Começou a greve nacional dos petroleiros
Mesmo contra a proposta da direção da FUP (Federação Única dos Petroleiros), que deliberou por chamar o seu Conselho Deliberativo para o dia 22 de novembro e “esqueceu” que havia marcado uma greve para o dia 16, começou o movimento grevista dos petroleiros da Petrobrás.
O grande fato foi a assembléia dos petroleiros da Bahia, que votou contra o indicativo da FUP e decidiu entrar em greve por tempo indeterminado no dia 16. Junto com eles paralisaram as atividades os petroleiros de Sergipe, São José dos Campos e Litoral Paulista. No Litoral Paulista parou a refinaria (RPBC), os terminais Transpetro (Alemoa, Pilões, Tebar) e Unidade de Transporte de Gas de Caragua. Em Sergipe: Atalaia, Sede da Rua Acre, FAFEN, Carmópolis (Jordão, Siriri, Riachuelo e Base).
Em virtude dos vacilos da direção da FUP, que causa muita insegurança, nem todas as bases pararam. Afinal, não gostariam de ir a um movimento sem unidade nacional, pois conhecem a violência com que o governo Dilma está atacando as greves. Basta ver o que ocorreu com as greves dos Correios e dos bancários, e a privatização dos aeroportos.
Mas o movimento foi nacional. No Rio de Janeiro parou o Terminal da Ilha, por duas horas parou o Terminal da Baia da Guanabara e houve uma grande agitação nas prédios centrais da cidade. Em Alagoas realizaram atrasos de duas horas na Estação do Pilar e Furado. E em Manaus atraso na sede administrativa.
Mas a greve continua nesse dia 17 e já se anuncia maior, pois o sindicato do Rio de Janeiro decidiu que vai recrudescer as paralisações nos prédios administrativos com atividades surpresas.
Além disso, aumenta a mobilização nas próprias bases da FUP e isso poderá impor uma antecipação da greve, sem a espera do Conselho Deliberativo no dia 22.
Os sindicatos do Rio Grande do Norte e Ceará anunciaram que haverá pelo menos paralisações parciais dia 17 e, junto com o sindicato da Bahia, estão encaminhando um documento oficial para FUP exigindo que esta Federação se some ao movimento e que antecipe o CD para esta sexta-feira.
Estes acontecimentos e a iniciativas das oposições em Caxias e Norte Fluminense também poderão desencadear mobilizações nestas bases.
Junte-se a isso a greve dos 5 mil operários das obras do COMPERJ, que poderão ir aos predios centrais do Edise e Ventura, que são prédios próximos da Justiça do Trabalho, levar suas reivindicações; os petroleiros terceirizados da CEMON, que estão em greve há mais de 30 dias; e aos operários de Carauari, na Província do Urucu e veremos que os trabalhadores setor de petróleo estão construindo uma panela de pressão pronta para explodir.
Proposta da Petrobrás é rebaixada
A Proposta da Petrobrás não traz nenhum avanço. A empresa apresentou uma proposta de ACT sem nenhum avanço nas cláusulas sociais e uma proposta econômica rebaixada e discriminatória, que não leva em consideração a reivindicação de aumento real de 10% no salário básico.
Além de irrisória, a proposta econômica é uma grande enganação, pois nem mesmo sob a lógica de remuneração variável pode ser considerada aceitável. Em relação ao abono, repete os mesmos valores do acordo fechado em 2010. A Petrobrás oferece como proposta ganho real zero no salário básico. Para piorar, ainda afirma que o reajuste proposto na RMNR é “um dos maiores índices conquistados pelas categorias de trabalhadores do país neste ano”.
Outras categorias já mostraram que apenas com luta é possível avançar e arrancar um acordo vitorioso. Os metalúrgicos da GM de São José dos Campos, com 24 horas de greve, tiveram 10,8% de reajuste, um aumento real de 3,2% acima da inflação; os trabalhadores dos Correios tiveram R$ 80,00 de reajuste, o que significa 9% de aumento real no salário, acima da inflação do período; Os bancários tiveram, apesar dos 9% de reajuste geral, um reajuste de 12% no piso, o que significa um reajuste real de 5% no piso da categoria. Esses três exemplos mostram que apenas com a greve nacional e unitária é possível avançar.
FUP: além de suspender a greve sem falar para ninguém, sumiu da portaria da empresa
A direção da FUP decidiu de fato aplicar a ‘tática Gasparzinho’. Primeiro deu uma orientação às assembléias dos trabalhadores de base para rejeitarem a proposta da empresa, não fazerem nada e esperarem o Conselho Deliberativo do dia 22, sem nem mesmo explicar por que suspendeu uma greve que foi votada em toda base para se iniciar no dia 16.
Já sabíamos que a democracia não era mais o forte da FUP, quando ela não votou a pauta da Campanha Salarial na base e nem consulta os trabalhadores de base sobre os rumos do movimento.
Mas o mais impressionante desta vez é que as direções de vários sindicatos ligados a esta entidade nem mesmo aparecerem na portaria da empresa no dia 16 para dar satisfação aos trabalhadores, sobre o que fazer, explicar por que a greve foi suspensa e quais os novos rumos da campanha salarial. Com certeza é por que não queriam ouvir os protestos dos trabalhadores da base contra o seu governismo exacerbado.
Vergonha: Dilma veta projeto de Lei sobre anistia para demitidos no governo Collor
Vergonha. Essa palavra resume a medida tomada pela presidente Dilma no último dia 11 de novembro, uma data que ficará marcada na história – lamentavelmente – como um duro golpe à classe trabalhadora. Uma grande traição àqueles que ajudaram a eleger este governo que, ironicamente, se auto-intitula representante dos trabalhadores.
A presidente Dilma vetou, integralmente, o projeto de lei que reabre prazo para que os servidores públicos federais demitidos durante o governo Collor (1990-1992) apresentem requerimento de retorno ao serviço. O projeto (PLS 372/2008) já havia sido aprovado pelo Senado e havia tido sua sanção garantida pela própria presidente Dilma, durante sua candidatura à presidência da República.
Com certeza não foi para isso que a maioria dos petroleiros votou nela para ser presidenta.
Por Américo Gomes, do ILAESE
Fonte: Sítio do PSTU
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Valério Arcary lança novo livro: "Um reformismo quase sem reformas"
O mais novo livro de Valério Arcary possui dez ensaios que foram escritos em diferentes momentos e oportunidades ao longo dos dois governos de Lula. Remetem, apesar de explorarem ângulos distintos, a um tema comum: uma análise crítica do significado do governo Lula desde um ponto de vista revolucionário e internacionalista, ou seja, marxista. O fio condutor de todos os artigos é a compreensão do governo Lula como um governo de conciliação de classes, a serviço do grande capital nacional e internacional. Ao abordar diferentes aspectos da vida econômica, política e social do país ao longo dos últimos oito anos, Arcary demonstra como as pequenas modificações reformistas introduzidas por Lula tiveram, na verdade, como único objetivo a manutenção da propriedade privada e da ordem capitalista.
"Um reformismo quase sem reformas, de Valério Arcary, tem seu ponto de partida na constatação de que o Estado, como sempre na história, está a serviço das classes dominantes. Nenhuma ilusão, portanto, quanto às suas potencialidades emancipatórias ou quanto ao futuro que nos aguarda: mais miséria e mais repressão, antagonismos sociais mais evidentes e menor margem para reformas. A partir deste cenário, Arcary argumenta, com força poucas vezes encontrada, a necessidade da organização dos trabalhadores autônoma do Estado. Que não seja aprisionada pelas ilusões eleitoreiras nem pelos preconceitos contra uma estratégia revolucionária, socialista. Estratégia esta que, sem ser sectária, seja radical; que sem ser dogmática, seja consequente na articulação entre meios e fins." - Sérgio Lessa, professor da Universidade Federal de Alagoas.
"Um reformismo quase sem reformas, de Valério Arcary, tem seu ponto de partida na constatação de que o Estado, como sempre na história, está a serviço das classes dominantes. Nenhuma ilusão, portanto, quanto às suas potencialidades emancipatórias ou quanto ao futuro que nos aguarda: mais miséria e mais repressão, antagonismos sociais mais evidentes e menor margem para reformas. A partir deste cenário, Arcary argumenta, com força poucas vezes encontrada, a necessidade da organização dos trabalhadores autônoma do Estado. Que não seja aprisionada pelas ilusões eleitoreiras nem pelos preconceitos contra uma estratégia revolucionária, socialista. Estratégia esta que, sem ser sectária, seja radical; que sem ser dogmática, seja consequente na articulação entre meios e fins." - Sérgio Lessa, professor da Universidade Federal de Alagoas.
Do blog Juventude do PSTU-BH
sábado, 12 de novembro de 2011
Em 1977, estudantes tomaram Centro de SP, contra prisão de operários
Pouco lembrado pela grande imprensa, a retomada da luta estudantil em 1977 foi um capítulo fundamental na resistência ao regime militar, antes das grandes greves do ABC paulista. Menos lembradas ainda foram as prisões dos operários e estudantes que acabaram funcionando como gatilho para os protestos. Mas esses dias marcantes foram documentados, como no documentário “O Apito da Panela de Pressão”, realizado na época pelo Grupo Alegria e pelos DCEs LIVREs da USP e PUC, hoje disponível na internet.
Hoje, nestes dias de luta contra a repressão policial e a presença da PM no campus da USP, acreditamos ser bastante conveniente trazer a luz um dos mais corajosos episódios da história do movimento estudantil brasileiro e sua relação com a luta dos operários.
De volta às ruas
Em resumo, a história é mais ou menos assim. Poucos dias antes dos protestos do 1° de maio, operários e estudantes foram presos pela polícia quando distribuíam panfletos aos operários na cidade de Santo André, no ABCD. Os oito presos eram militantes ou simpatizantes da então Liga Operária, que viria a ser, poucos anos depois, na Convergência Socialista, uma das principais correntes fundadoras do PSTU. Entre os detidos estavam os operários Celso Brambilla, Márcia Basseto Paes e José Maria de Almeida, o Zé Maria. Os presos foram barbaramente torturados e depois processados pela Justiça Militar, enquadrados pela famigerada Lei de Segurança Nacional (LSN).
Incomunicáveis, os presos corriam risco de vida nas mãos da polícia, que até então não reconhecia as prisões. Oficialmente, não havia presos. "Do lado de fora, nossos companheiros, a direção da Liga, teve a política de buscar apoio no movimento de massas, especialmente o movimento estudantil. Um antigo metalúrgico, o Pacheco, já com 61 anos, foi até a USP, dizendo: 'olha, fomos nós que construímos esses prédios aqui... foram operários como nós... agora temos vários presos nossos no ABC... Precisamos da ajuda dos estudantes'", resume Zé Maria, em depoimento para um documentário que está sendo preparado, sobre as perseguições durante a ditadura.
O episódio foi noticiado pelo jornal Folha de S.Paulo, em 30 de abril de 1977, em uma nota sobre as prisões e o silêncio das autoridades a respeito. Dizia a nota: “uma comissão de operários compareceu ontem à assembléia estudantil realizada à noite no prédio da Faculdade de História e Geografia da USP a fim de solicitar o apoio dos estudantes para a soltura dos trabalhadores presos na região do ABCD”.
A resposta dos alunos foi imediata. No dia 2 de maio, estudantes da USP entram em greve geral contra as prisões. Protestos também são registrados na Universidade Federal de São Carlos, no interior do estado, e na Unicamp. No dia seguinte, é realizado um histórico ato no auditório da Pontifícia Universidade Católica (PUC), que reuniu mais de 5 mil estudantes das própria PUC, USP e de universidades do interior do estado.
O ato é um marco importante, pois a greve geral dos estudantes contra a prisão dos operários e estudantes se alastrou por todo o estado de São Paulo. No dia seguinte ao ato, mais de 80 mil universitários entraram em greve, em um dos maiores desafios à ditadura desde 1968. No Rio de Janeiro e na Universidade de Brasília (UnB) são registrados protestos estudantis. Nos dias que se seguiram, os atos e passeatas de protesto se estenderam por todo o país. Um dos centros é o Largo São Francisco, o mesmo tomado pelos estudantes da USP nesta quinta-feira, 10 de novembro de 2011.
Emerge então uma campanha de calúnias contra a Liga Operária. O odioso delegado Sergio Paranhos Fleury acusa a Liga Operária de “atuar na luta armada” e de praticar “justiçamento”. Mas a acusação é tão frágil que não resiste a uma simples pergunta. Questionado por um repórter sobre desde quando existe esta organização, o delegado responde ao seu modo:“perguntinha chata essa. Não sei!”
Já o secretário de Segurança de São Paulo, o coronel Erasmo Dias, assegurava que as prisões eram o início da “devassa no mundo da subversão”. O coronel completou seu raciocínio obtuso: “Por enquanto pegamos só os cambistas, ainda vamos chegar aos banqueiros”, disse sem perceber que o “apito” tinha começado a soar.
No entanto, dois meses mais tarde, um relatório do DOPS-SP de 20/02/1979 explicava que com essa prisão os órgão de repressão tomaram conhecimento da Liga Operária e, a partir de então montaram a chamada “Operação Lótus” visando sua destruição. Na verdade, fica claro que a LO foi atacada pela repressão não porque supostamente “atuava na luta armada”. Mas sim pela razão de estar ligada e buscar se implantar no movimento de massas, em especial entre os operários que, pouco depois, iriam protagonizar a luta que marca a derrocada da ditadura.
Território Livre
No dia 5 de maio, o Largo São Francisco da Faculdade de Direito da USP é declarado “território livre” pelos estudantes. Um protesto, convocado pelos DCEs da USP e PUC reúne 7 mil estudantes. Na carta aberta distribuída a população, os estudantes afirmam: “Hoje viemos às ruas para exigir imediata libertação de nossos companheiros operários... Celso Brambilla, Márcia Basseto Paes e José Maria de Almeida” (...). “São considerados subversivos todos aqueles que não aceitam a exploração econômica, o arrocho salarial, a alta do custo de vida e trabalho”.
Erasmo Dias, mais uma vez ele, declara que não deixaria os estudantes ultrapassarem o “mínimo necessário”. Assim, a ditadura não proibia a concentração, mas avisava que não iria tolerar qualquer passeata pelas ruas do centro. Todo o aparato policial e do DOPS é posto de prontidão. Mesmo assim, os estudantes desafiam o coronel e resolvem sair em passeata até a Praça da República. No trajeto a passeata foi coberta por chuvas de papel. A população estava do lado dos estudantes. Ao chegar ao Viaduto do Chá, porém, uma Veraneio da polícia se joga em alta velocidade sobre os manifestantes. A cena pode ser vista no “Apito da panela de pressão”.
A imprensa registrou assim o episódio: “Como nem a arremetida do carro policial sobre a passeata conseguisse impedi-la de caminhar, novas viaturas prepararam-se na altura do Municipal. Nesse momento, o cordão policial impede a passeata de prosseguir atirando bombas de gás lacrimogêneo”. A operação foi pessoalmente comandada por Erasmo Dias.
O ministro da Educação vai a TV, em pronunciamento oficial, pedir aos estudantes que retomem a ordem e não cedam a uma "minoria". Mas as mobilizações estudantis estavam longe de ser derrotadas. Pelo contrário. Continuaram com força nos meses seguintes convocando, inclusive, um dia nacional de lutas, no dia 15 de julho de 1977. "Foram dias de uma luta muito intensa. Não há ninguém daquela geração que tenha participado e não tenha ficado marcado pelo que viveu", lembra Maria Salay, ex-militante da Liga Operária e ex-presa política.
No ano seguinte, a luta estudantil se enlaçaria com a extraordinária luta dos operários do ABCD. Mas isso já é outra história..
Por Jeferson Choma, da redação do Opinião Socialista
Fonte: Sítio do PSTU
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Terceirizados da Petrobrás fazem passeata histórica em Carmópolis (SE)
| Protesto reuniu 100 trabalhadores terceirizados da Petrobrás |
Trabalhadores terceirizados da Petrobrás em Carmópolis (SE) fizeram uma manifestação na manhã do último dia 9. Cerca de 100 funcionários da empresa CEMON saíram em passeata pelas ruas da cidade pedindo apoio da população. Acompanhados dos diretores do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro AL/SE), os manifestantes entregaram uma carta aberta à população e protocolaram esse mesmo documento na Câmara Municipal e na Prefeitura.
“A nossa intenção é fazer com que a população deste município, que vive quase exclusivamente da renda do petróleo, saiba o que acontece com os trabalhadores que atuam nas áreas da Petrobrás. É uma vergonha numa empresa que se diz cidadã e que é uma das mais rentáveis do mundo, ter trabalhador que chegue a receber menos de um salário mínimo”, explica Gilvani dos Santos, diretora do Sindipetro AL/SE.
Em greve desde o dia 13 de outubro, os funcionários da CEMON reclamam que a empresa ainda não sentou para negociar com a categoria e, mesmo assim, cortou os dias parados. “Pura intransigência da empresa. É preciso também cobrar da Petrobrás que se posicione e cobre da CEMON a resolução do problema” , defende Gilvani. Segundo ela, a adesão à greve é de mais de 90%.
Passeata histórica
Moradora da Carmópolis há 40 anos, dona Maria Lúcia dos Santos afirma que nunca viu uma manifestação de trabalhadores pela cidade como essa. “Eles estão certos. O pessoal quer trabalhar, mas tem que ganhar um salário digno”, opina. Maria Lúcia também acha que os vereadores e a prefeita da cidade devem apoiar os grevistas. “Nós votamos neles para estarem do lado do povo, não é verdade? Então eu acho justo os políticos darem apoio”. Segundo o Sindipetro, Carmópolis recebe mensalmente uma média de R$ 3 milhões referentes aos royalties do petróleo.
A segurança patrimonial da Petrobrás acompanhou com um veículo uma parte da passeata tirando fotos dos manifestantes. “Eles tentaram nos intimidar. Isso é assédio e é crime. A Petrobrás tem que intervir para negociar e não para assediar os trabalhadores terceirizados”, afirma o diretor do Sindipetro Fernando Borges.
Greve
A greve da CEMON deve ser julgada pela Justiça nos próximos dias. Caso perdure, a luta da empresa terceirizada pode ganhar o reforço de todo o quadro primeirizado da empresa. Todos os trabalhadores da Petrobrás deverão entrar em greve no dia 16 de novembro. “O nosso lema é ‘Somos todos Petroleiros’. Terceirizados e primeirizados estão juntos nessa empreitada. A nossa briga é contra a insensatez do Governo Federal. Dilma viu a Petrobrás lucrar mais de R$ 35 bilhões em 2010. Não é possível que agora submeta os trabalhadores da empresa a um aumento ridículo”, argumenta Fernando Borges.
Por Zeca oliveira, Aracaju (SE)
Fonte: Sítio do PSTU
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Dia 16 é greve nacional unificada. Já é tempo de lutar!
Após a negociação com a Petrobrás, Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Sindipetro-RJ, Sindipetro-BA e Oposição do Norte Fluminense, além de petroleiros que integram a luta pela Anistia, realizaram no último sábado (29/10) uma Plenária para definir os próximos passos da campanha reivindicatória 2011.
Apontar a REJEIÇÃO da contraproposta da companhia e preparar uma GREVE NACIONAL UNIFICADA foram as principais resoluções do encontro. O Sindipetro AL/SE está apresentando o calendário de assembleias para debater com a categoria a rejeição da proposta da Petrobrás e construção da greve nacional unificada. Enquanto isso, agitações, setoriais e paralisações fazem parte das estratégias traçadas para mobilizar a categoria e derrotar o que o RH chama descaradamente de “empenho da Petrobrás em atender aos anseios dos empregados”.
Unificar nacionalmente a campanha salarial
Fim de semana passado, o Sindicato realizou o Seminário de Planejamento. Reafirmou-se a necessidade de unificar a campanha salarial dos petroleiros com todos os setores que tem por objetivo mobilizar a categoria por um ACT digno, sem discriminações.
“O objetivo é avançar na unificação dos sindipetros que estão engajados em construir um calendário unificado de lutas e que defendem mesa única de negociação, e estimular os trabalhadores das demais bases a cobrarem de suas direções a construção desta unidade”, afirmou Clarckson Araújo, diretor do Sindipetro AL/SE e da FNP.
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Plenária da Campanha Salarial
O Sindipetro AL/SE realizará plenárias para preparar a greve nacional unificada e traçar os rumos da campanha salarial. “A greve precisa ser construída com a categoria. Por isso, além das assembleias nas áreas, queremos traçar os detalhes da greve em uma plenária”, disse Clarckson Messias.
Será realizada uma plenária em Maceió e outra em Aracaju. Participe:
Maceió: dia 9, quarta-feira, às 18h, na Sede do Sindicato.
Aracaju: dia 12, sábado, às 9h, na Sede do Sindicato.
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Calendário de Assembleias
7 a 14 de novembro
· Turnos (FAFEN, Atalaia e Carmópolis), sondas, restaurante em Jordão, Siriri e Riachuelo. (As assembleias com os trabalhadores de turno de Carmópolis serão realizadas na Sede/Rua Acre, durante o embarque).
8 de novembro (terça-feira)
· Carmópolis – 7h
· Porto/Sergipe – 7h
· Pilar/Alagoas – 7h
9 de novembro (quarta-feira)
· FAFEN – 7h
· Furado/Alagoas – 7h
· Terminal Aquaviário de Maceió/AL – 7h
10 de novembro (quinta-feira)
· Tecarmo/Atalaia – 7h
11 de novembro (sexta-feira)
· Sede/Rua Acre – 7h
14 de novembro (segunda-feira)
· ASPENE (Rua Propriá, 74) – 9h
· Sede do Sindipetro em Maceió – 9h e 18h
· Sede do Sindipetro em Aracaju – 18h
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Exigimos
- O fim da tabela congelada dos aposentados;
- Aumento real no salário básico e reposição das perdas. Reajuste de 17%
(correção da inflação, sendo o maior índice acumulado, mais 10% de produtividade e ganho real);
- Piso salarial de acordo com o salário mínimo do Dieese (R$ 2.212,66);
- Piso salarial dos técnicos em 66% do concedido aos engenheiros;
- Mudanças no PCAC: solução para os problemas dos técnicos de contabilidade e de enfermagem, dos inspetores de segurança interna e de equipamento, o reconhecimento da função de fiscal e gerente de contrato;
- Promoção Automática de Pleno para Sênior;
- Avanço de Nível Automático;
- Fim das remunerações variáveis;
- Progressão do ATS (Adicional por Tempo de Serviço), a partir dos 30 anos;
- Extensão do Dia do Desembarque em nível nacional;
- Melhorias na AMS;
- Plano Petros BD para todos;
- Reintegração dos companheiros da Petromisa, Interbrás, Petroflex e Nitriflex.
Fonte: Sítio do Sindipetro AL/SE
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
A revolução e o poder
Há cinco anos, por ocasião do aniversário da revolução espanhola, editamos um livro intitulado Uma revolução silenciada, no qual se pode ler o trabalho O anarquismo e a revolução espanhola. Os anarquistas de ontem e os anarcoliberais de hoje. Um texto que aborda esta polêmica de plena atualidade sobre a revolução e o poder. Reproduzimos aqui uma parte deste artigo – que pode ser lido na íntegra no referido livro.
Os grandes acontecimentos, as convulsões sociais e, em especial, as que são vividas como derrotas trazem inevitavelmente uma revisão de valores. Há os que tomam essas experiências para enriquecer o pensamento revolucionário. Mas é bem verdade que há, e são muitos, os que encontram nesses fatos a prova “irrefutável” para condenar “como obsoleta” a tradição revolucionária. Empreendem, assim, a busca por uma “nova verdade” que, no fim, acaba sendo uma vulgarização de ideias do passado.
A história da luta de classes está repleta de exemplos destas condutas e os acontecimentos de 1989, com a queda do muro de Berlim e dos regimes stalinistas, foram fonte de inspiração de inumeráveis correntes e intelectuais que, considerando que “o socialismo morreu”, acabaram “jogando fora a água suja com a criança dentro” e empreendendo a busca desesperada pela “nova verdade”.
Um ataque generalizado de febre liberal em todas as esferas da vida foi um subproduto da derrubada dos regimes stalinistas do Leste Europeu. Em plena efervescência do “individualismo”, as ideias anarquizantes, libertárias, adquiriram uma enorme familiaridade. Na realidade, como afirma o personagem de O banqueiro anarquista, conto do ilustre escritor português Fernando Pessoa, “em tempos de decadência todo mundo é anarquista, os que o são e os que se ufanam de não sê-lo. Pois cada qual toma a si mesmo como regra”.
Para os novos ideólogos, empenhados em tomar a si mesmos como regra, a experiência do passado perde seu valor. A história carece de interesse especial e a “nova verdade” aparece longe, muito longe da ciência social, da base material: as ideias recriam-se nas próprias ideias, dando lugar à mística e tirando a tapas o “obsoleto” materialismo marxista.
Um dos intelectuais que, nos últimos anos, atingiu maior renome internacional na esquerda é o economista escocês John Holloway. Seu livro Como mudar o mundo sem tomar o poder, um livro cujo título é todo um programa, converteu-se em “guia” para uma parte da esquerda no mundo.
Mudar o mundo sem tomar o poder: uma ideia nova?
Segundo Holloway, “mudar o mundo por meio do Estado é o paradigma que predominou no pensamento revolucionário por mais de um século. (...) O paradigma do Estado, isto é, a suposição de que tomar o poder é central para a mudança radical, dominou, além da teoria, também a experiência revolucionária durante a maior parte do século XX. (...) A aparente impossibilidade da revolução no início do século XXI reflete, na realidade, o fracasso histórico de um conceito particular de revolução, o que a identifica com o controle do Estado. (...) Não veem que, se nos rebelamos contra o capitalismo, não é porque queremos um sistema de poder diferente, é porque almejamos uma sociedade na qual as relações de poder sejam dissolvidas. Não é possível construir uma sociedade de relações de não-poder por meio da conquista do poder. Uma vez que se adota a lógica do poder, a luta contra o poder já está perdida.”¹
Para Holloway, “hoje, a única maneira possível de imaginar a revolução é como uma dissolução do poder”. “Este é, então, o desafio revolucionário no início do século XXI: mudar o mundo sem tomar o poder.” O zapatismo é apresentado como o modelo: “os zapatistas afirmaram que querem fazer o mundo de novo, que querem criar um mundo de dignidade, um mundo de humanidade, mas sem tomar o poder”. O “estatismo” aparece, assim, como o mal de origem, o fio condutor que une a todos, social-democratas, stalinistas, trotskistas... Todos no mesmo saco hollowayano do “estatismo”.
O antagonismo entre capital e trabalho se desloca, agora, à “repulsão mútua do capital e da humanidade”, ao estilo de Toni Negri, e, contra a resposta reformista e a “revolucionária tradicional”, haveria uma terceira via: o “arquipélago de poderes”, a “construção de autonomias”. Admiradores de Holloway expressam-no assim: “Aquilo que me parece essencial da mensagem que os zapatistas nos mandam é uma reflexão mais profunda sobre o poder, que não é o Poder, mas, sim, um arquipélago de poderes. Uma concepção que nos diz que não é possível tomar o poder, porque o poder não é um lugar: uma Bastilha ou um Palácio de Inverno. O poder está difuso na sociedade, o poder é uma multiplicidade de relações sociais para as quais é preciso dar alternativa uma a uma e na globalidade.”
“A alternativa em todas as partes é a democracia irrestrita, a construção da autonomia em todos e cada um dos níveis. Daí que a ideia de rede não é só uma ideia simpática, mais ou menos ingênua. Pelo contrário, só construindo redes, contrapoderes reais, só criando lentamente espaços de rebeldia é que se pode pensar em mudar as coisas e em mudar a sociedade.”²
Mas esta “nova estratégia revolucionária” que nos propõem para o século XXI é realmente nova?
O rigor científico e a velha “nova verdade”
John Holloway é um reconhecido professor da Universidade de Edimburgo e, desde 1993, professor de sociologia no Instituto de Ciências Sociais e Humanidades em Puebla, México. Em 1962, Thomas S. Kuhn, um físico norte-americano, publicou um trabalho que acabaria sendo uma referência mundial, A estrutura das revoluções científicas. A ele deve-se o termo de paradigma, entendido como o marco de referência que atinge um ramo da ciência em um determinado momento histórico e que se converte no ponto de partida obrigatório da investigação científica, seja para reafirmá-la, aperfeiçoá-la ou diretamente para refutá-la. Para Kuhn, “uma vez descoberto um primeiro paradigma através do qual se vê a natureza, já não existe a investigação com ausência de paradigmas”.
Holloway sustenta sua teoria-programa (“fazer a revolução sem tomar o poder”) omitindo o rigor científico que Kuhn aponta. Começa desconsiderando a história, não partindo dos que ostentam de forma irrefutável o paradigma do antipoder, da antipolítica..., isto é, do anarquismo. Holloway afirma, de passagem, que “até há pouco, o debate teórico e político (ao menos na tradição marxista) estava dominado por estas três classificações: Revolucionário, Reformista e Anarquista”. E sentencia, várias linhas depois, que “ambos os enfoques, o ‘reformista’ e o ‘revolucionário’, fracassaram por completo em cumprir com as expectativas de seus defensores entusiastas”. Consequentemente, fracassadas as estratégias de reformistas e revolucionários, a história só reafirmaria uma: a anarquista. No entanto, Holloway abstém-se de reivindicá-lo.
Mais ainda, afirma desconhecer como é possível “mudar o mundo sem tomar o poder”: “Os leninistas sabem o que fazer ou costumavam sabê-lo. Nós não. A mudança revolucionária é mais desesperadamente urgente que nunca, mas não sabemos o que significa ‘revolução’. (...) Perdemos toda a certeza, mas a abertura da incerteza é central para a revolução”. Holloway deveria recordar Kuhn com certa inquietação: para o físico norte-americano, “refutar um paradigma sem substituí-lo por outro é refutar a própria ciência”.³
Na realidade, as teorias de Holloway e de seus seguidores estão muito longe de constituir alguma novidade. Não passam de uma volta ao passado, de retroceder o pensamento para uma febril versão liberal das teorias do antipoder e da antipolítica, cuja audiência só se explica pelo que assinalava o personagem de Pessoa: nos tempos de confusão ideológica, de liberalismo febril acrescentemos, “todo mundo é anarquista, os que o são e os que se ufanam de não sê-lo. Pois cada qual toma a si mesmo como regra.”
A revolução espanhola: a prova de fogo do anarquismo
Os seguidores das teorias de Holloway e do antiestatismo em geral deveriam estudar as lições da revolução espanhola. Não encontrarão na história um exemplo mais vivo, rico e heroico para ver, à luz dos acontecimentos, as consequências das teorias do antipoder e da antipolítica, dos “arquipélagos de poderes”, da “construção de autonomias” e da “democracia irrestrita”.
“Todos os governos são detestáveis e nossa missão é destrui-los”, “todos os governos, sem exceção, são igualmente maus, igualmente desprezíveis”, “todo governo é liberticida”4, repetiam os dirigentes anarquistas da FAI e da influente CNT. “Para nós, todos os políticos são iguais em demagogia eleitoreira, em escamotear os direitos do povo, em seu afã de notoriedade, em arrivismo, em acordo para criticar quando na oposição e em cinismo para se justificar quando no poder.” “Nós não precisamos de governo nem de Estado. Os burgueses necessitam deles para que defendam seus interesses. Nossos interesses são unicamente o trabalho e podemos defendê-lo sem necessidade de Parlamento.”5
No entanto, a revolução desencadeada depois do levante operário do dia 19 de julho colocou (como ocorre cada vez que se produz esse momento histórico excepcional que é uma revolução social) o problema do poder no centro da situação. Na verdade, a revolução não é nada mais que a luta pelo poder.
Comitês revolucionários em todos os lugares, barricadas, as fábricas nas mãos dos trabalhadores, operários armados constituindo milícias e patrulhas de controle, organizando a distribuição, o transporte, a saúde..., um autêntico “arquipélago de poderes” operários. Em um velho trabalho de Abel Paz reeditado recentemente, o escritor anarquista relata como a CNT era “dona da situação”. Quando a delegação desta organização reuniu-se com o Presidente da Generalitat, Companys disse a eles: “Vocês sempre foram perseguidos duramente. E eu, com muita dor (...) vi-me obrigado a enfrentar-me e a persegui-los. (...) Hoje são donos da cidade e da Catalunha. (...) Vocês venceram e tudo está em seu poder. Se não precisam de mim ou não me querem como presidente da Catalunha, digam-me agora, que eu me tornarei um soldado a mais na luta contra o fascismo.”¨6
A classe operária, com a CNT à frente, era dona da situação, da democracia irrestrita para os trabalhadores, do arquipélago de poderes operários, dos “contrapoderes”, das “autonomias” construídas em toda a parte. E qual foi a política dos inimigos jurados do estatismo? Segundo o dirigente anarquista García Oliver: “A CNT e a FAI decidiram-se pela colaboração e pela democracia, renunciando ao totalitarismo revolucionário que haveria de conduzir ao estrangulamento da Revolução pela ditadura. Confiava na palavra e na pessoa de um democrata catalão e mantinha e apoiava Companys na Presidência da Generalitat.”7 Já Abad de Santillán assinala: “Podíamos ficar sozinhos, impor nossa vontade absoluta, declarar a Generalitat caduca e colocar em seu lugar um verdadeiro poder do povo, mas não acreditamos na ditadura quando era exercida contra nós e não a desejávamos quando nós mesmos podíamos exercê-la à custa de outros. A Generalitat deveria ficar em seu lugar com o presidente Companys à cabeça”.
Os inimigos declarados do Estado e de qualquer governo acabaram apoiando um governo em ruínas, colaborando com a reconstrução do arruinado Estado burguês e, em menos de quatro meses, colocando quatro ministros anarquistas no governo de Largo Caballero. A revolução espanhola mostrou de novo que uma revolução, quando irrompe, não deixa espaço para a simples negação do Estado, mas, sim, que exige, além disso, sua conquista. A tese central do anarquismo de passar do Estado capitalista à anarquia, dissolvendo o Estado, dissolvendo todo o poder, sem transição alguma, isto é, fazer a revolução sem tomar o poder, foi enterrada em meio ao drama da revolução espanhola de 1936.
Os dirigentes anarquistas de então, como os anarcoliberais febris de hoje, ao estilo de Holloway, apresentam o Estado à maneira hegeliana, como o subproduto da “ideia moral”. O Estado, ou sua ausência, seria algo deixado à vontade coletiva e moldado conforme nossas ideias preconcebidas. O marxismo defendeu, contra essas concepções idealistas, que “o Estado é o produto e a manifestação do antagonismo irreconciliável das classes (…) que aparece onde e na medida em que os antagonismos de classe não podem objetivamente ser conciliados (…) que é um órgão de dominação de classe e (…) que o proletariado não pode derrubar a burguesia se não começa por conquistar o Poder político, [transformando] o Estado no ‘proletariado organizado como classe dominante’.”8 Só quando as classes tenham sido definitivamente eliminadas, o Estado se extinguirá e o poder político será substituído pela simples administração das coisas.
Apresentar, no século XXI, a volta à democracia, a soberania dos cidadãos, os espaços de contrapoder... como as “novas” estratégias para a transformação social não passa de uma piada. Já faz tempo que o social-democrata alemão Bernstein defendia que bastava prosseguir com as cooperativas e aprofundando os espaços de poder conquistados para ir “desalojando sucessivamente a classe capitalista”. A estratégia de “transformação pacífica e gradual” foi o lema do reformismo há mais de um século e meio. Mas, como já diziam naquela época os marxistas revolucionários, a premissa de semelhante estratégia é esperar que as classes exploradoras (os imperialistas, acrescentamos hoje), que dispõem do poder político e militar de seus respectivos Estados, considerem conveniente permitir que os espaços de contrapoder se desenvolvam até acabar com o domínio capitalista, sem se opor a tal processo nem tratar de impedi-lo a sangue e fogo. No entanto, naquela época e ainda mais agora, tudo indica que essa resistência só poderá ser quebrada por um enérgico deslocamento de forças, isto é, uma revolução que assalte o Estado.
Toda a experiência revolucionária da classe operária desde a Comuna de Paris, em 1871, até os dias de hoje mostra que não há a menor opção de transformação revolucionária da sociedade, de acabar com o capitalismo e o imperialismo, sem a destruição do Estado burguês e sua substituição transitória por um poder operário, por um Estado dos trabalhadores, pelo que o marxismo revolucionário historicamente designou como ditadura revolucionária do proletariado. Por sorte ou por azar, a estratégia revolucionária do século XXI vai continuar tendo como centro a política para o Estado e a luta pelo poder. 70 anos depois da revolução espanhola, este assunto continua sendo a linha divisória entre reformistas e revolucionários.
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Notas:
1. Todas as citações de John Holloway correspondem a seu livro Mudar o mundo sem tomar o poder. O significado da revolução hoje. Edição El Viejo Topo. Os grifos são meus.
2. Viagem ao outro lado do espelho ou A solidariedade dos seres de coração moreno com os rostos pálidos. Joan Tafalla.
3. A estrutura das revoluções científicas. Thomas S. Kuhn. Fondo de Cultura Económica.
4. Imprensa anarquista dos anos 30, citado com detalhe por Burnett Bolloten.
5. Idem
6. A guerra da Espanha: Paradigma de uma revolução. Abel Paz. Ediciones Flor del Viento. Os grifos são meus.
7. Idem
8. Idem
Escrito por Ángel Luis Parras
Fonte: www.corrienteroja.net
Tradução: Raquel Polla
Do sítio da LIT-QI
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