quinta-feira, 9 de junho de 2011

PSTU apoia greve dos metalúrgicos da Volks

Leia nota divulgada pelo partido nesse último dia 7

PSTU-CURITIBA

A greve dos metalúrgicos da Volks na região metropolitana de Curitiba chegou ao 34º dia. A empresa se mantém intransigente e não aceita a reivindicação dos trabalhadores, que querem 12 mil reais de PLR, dividido em duas parcelas de 6 mil reais. Outra reivindicação importante destes trabalhadores é com relação ao não desconto dos dias parados.

Apoiamos integralmente a reivindicação destes metalúrgicos e oferecemos a nossa mais ampla solidariedade de classe. Nos colocamos a disposição para ajudar agrupar as organizações e partidos que defendem os trabalhadores numa campanha para cercar de apoio e solidariedade a greve dos operários da Volks. Acreditamos que esta iniciativa poderia dar mais força a esta luta tão importante que está sendo travada. Todo apoio e ajuda que o sindicato dos metalúrgicos precisar poderá contar com o nosso esforço. Caso o sindicato dos metalúrgicos avalie necessário, as organizações dos trabalhadores devem se colocar a ajudar na construção de um fundo de greve capaz de dar suporte a esta luta.

Desde o início da crise econômica em 2008 – 2009, assistimos à política dos governos federal e estadual de dar inúmeros incentivos as montadoras. A produção e os lucros destas empresas só aumentaram de lá para cá, apoiadas nas isenções de impostos e na super exploração dos trabalhadores.

Agora vemos a inflação corroer os salários do conjunto do povo assalariado, com o aumento absurdo do preço dos alimentos, combustíveis, da casa própria e das tarifas de transporte e serviços. Ao mesmo tempo, ficamos indignados quando vemos o pífio aumento de apenas 6% que os parlamentares concederam ao salário mínimo, enquanto os seus próprios salários e do presidente Dilma aumentaram em 62% e 134% respectivamente. Por isso entendemos que os governos e parlamentares também são responsáveis pela situação que enfrentam estes trabalhadores, porque só favoreceram as grandes empresas e a si próprios.

Curitiba, 07 de junho de 2011

Fonte: Sítio do PSTU

terça-feira, 7 de junho de 2011

CSP-Conlutas e demais centrais levam apoio à luta dos metalúrgicos da Volkswagen (PR) em greve


Os trabalhadores da Volkswagen, em São José dos Pinhais (PR), em greve há mais de 33 dias, realizaram nesta segunda, uma assembleia ato na porta da fábrica, no qual decidiram pela continuidade da greve.

A CSP-Conlutas foi representada na assembleia pelo membro da Secretaria Executiva, Luiz Carlos Prates (Mancha), secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, que levou solidariedade à greve dos metalúrgicos com o intuito de fortalecer ainda mais a mobilização desses trabalhadores em luta por uma melhor PLR (Participação nos Lucros).

Estiveram presentes além da nossa Central, o presidente da Força Nacional e deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força; o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Miguel Torres; o presidente da Federação dos Metalúrgicos de São Paulo, Cláudio Magrão; o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté (SP), Isaac do Carmo; o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul (SP), Aparecido Inácio da Silva (Cidão); o presidente do Sindicato de São Carlos (SP).

Nesta terça-feira (7) haverá nova negociação do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba com a empresa.

Os metalúrgicos reivindicam uma PLR no valor de R$ 12 mil, com pagamento da 1º parcela no valor mínimo de R$ 6 mil. A empresa tem se mantido intransigente, alega que as propostas apresentadas pela categoria são exageradas e está em queda de braço com o Sindicato que representa dos trabalhadores.

Segundo informações de Mancha, se não houver uma resposta satisfatória e a greve continuar, metalúrgicos de todo país irão deflagrar um grande movimento de solidariedade à greve dos metalúrgicos de São José dos Pinhais.

“As montadoras estão batendo recordes de produção de carros nos últimos anos mesmo durante a crise econômica quando o governo fez uma série de concessões fiscais. Portanto, a reivindicação dos operários da Volks é justa e legítima. Nesta queda de braço estamos unidos e firmes para impedir que se abra um período de ataques aos direitos e reivindicações dos trabalhadores sejam eles PLR, salários, emprego ou qualquer outro direito conquistado”, finalizou Mancha.

Fonte: Sítio da CSP-Conlutas

domingo, 5 de junho de 2011

Brasil, terra de peão de luta


Vídeo produzido pela CSP Conlutas do Ceará tendo como pano de fundo as greves dos operários da construção civil do início do ano de 2011. O vídeo possui cenas de Suape, Pecém, Jirau e Fortaleza.

Trabalhadores da Heatcraft aprovam PLR de R$ 3 mil

Categoria cruzou os braços por nove dias para pressionar empresa

Os trabalhadores da Heatcraft aprovaram, em assembleia no 1º turno, nesta sexta-feira, dia 3, o acordo fechado em audiência no Tribunal Regional do Trabalho – 15ª Região. A categoria receberá uma PLR de R$ 2 mil em junho, mais R$ 1 mil atrelados a metas, em janeiro.

A audiência aconteceu na última quinta-feira e foi acompanhada por cerca de 20 trabalhadores da Heatcraft. A PLR foi para dissídio coletivo impetrado pela própria empresa, que se recusava a atender a reivindicação dos metalúrgicos. 

Os trabalhadores ficaram em greve durante nove dias, dando um grande exemplo de luta. Apenas quatro dos dias parados serão descontados, de forma que fiquem distribuídos em três meses.

"A força da mobilização pressionou a empresa e garantiu a redução das metas abusivas que os patrões queriam impor. A PLR não pode ser usada para aumentar a exploração. Foi uma grande demonstração de unidade e organização dos trabalhadores que estão de parabéns", avalia o diretor Luciano Marcedo César.

A Heatcraft possui 270 trabalhadores e fica na Zona Leste de São José dos Campos.

Fonte: Sítio do SINDMETALSJC

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Mineiros saem vitoriosos de greve contra a CSN

Nesta quarta-feira, 1º de junho, foi suspensa a greve dos 2500 trabalhadores da mina Casa de Pedra da CSN, em Congonhas (MG). Após cinco dias de uma forte greve, a CSN apresentou uma nova proposta aos trabalhadores, a qual será levada à assembleia geral da categoria nesta sexta-feira, dia 3.

O acordo apresentado prevê 8,3% de aumento salarial retroativo a maio, R$ 250 no Cartão Alimentação, R$ 300 de abono, não desconto dos dias parados, estabilidade de 90 dias para os grevistas, nenhuma punição aos trabalhadores. Na opinião do sindicato o acordo foi insuficiente, mas representou um avanço em relação à última proposta.

Greve histórica

A greve dos trabalhadores mineiros da CSN teve um significado histórico. As últimas greves do setor mineral no país datam da década de 80. Ao cruzarem os braços por cinco dias, enfrentando a brutal repressão da empresa e da polícia, os funcionários da CSN abriram um novo caminho para os trabalhadores da mineração. “A partir de agora a palavra ‘greve’ ecoará por todas as minas do Brasil e incendiará a campanha salarial da Vale no segundo semestre” afirma Valério Vieira, presidente do sindicato.

Mineiros derrotam a CSN

A CSN, buscando derrotar a greve, apelou para a violência física e psicológica sobre seus trabalhadores. Seu único objetivo era, através da truculência e brutalidade, destruir pela força o movimento.

Primeiro, a empresa fez ameaças dizendo que ia “cortar todos os benefícios” dos trabalhadores. Depois, contratou “bate-paus” e “capangas” armados para amedrontar a categoria.

Não satisfeita, a CSN deixou em cárcere privado dezenas de trabalhadores no interior da mina, que foram obrigados a trabalhador mais de 24h seguidas. Não conseguindo quebrar a greve que estava muito forte, conseguiu na calada da noite uma liminar “fantasma” que impediu os piquetes de esclarecimento.

Ainda desesperada com a força da greve que comprometia a produção, a empresa partiu para as ameaças de demissões, assediando os funcionários e suas famílias. “A CSN extrapolou todos os limites e nos relembrou os piores momentos da Ditadura Militar, em que eram proibidos o direito de greve e a livre organização dos trabalhadores” explica Efraim Moura, coordenador das negociações pelo sindicato.

Mas não foi suficiente a violência. A greve já havia conquistado os corações e mentes dos trabalhadores e foi além, conseguiu o apoio e a solidariedade ativa de toda a sociedade. Moradores, aposentados, estudantes, professores, enfim, a população ficou do lado da greve. A igreja da cidade, os vereadores, as associações de moradores também estavam pela greve.

Ao final, a CSN se viu isolada e odiada pelo conjunto dos trabalhadores e pelo povo. A derrota - política e moral - da empresa foi categórica. “Da cidade de onde retiram a riqueza e deixam os buracos e a destruição, a empresa sentiu somente o repúdio e a indignação. A luta econômica tornou-se política. A CSN terá dias difíceis pela frente. Essa luta que começou pelos salários, agora é também pelo controle da riqueza produzida, o povo e os trabalhadores sabem: o minério tem que ser nosso! A luta só começou...”, afirma Valério Vieira, presidente do sindicato Metabase Inconfidentes, que é filiado a Central Sindical CSP-Conlutas.

Próximos passos

O sindicato Metabase acredita que a greve foi apenas o início de uma importante e longa luta contra a exploração e ganância da CSN. Por isso, encaminhará as seguintes propostas:

1 - Sindicato fará uma grande assembleia para discutir com os trabalhadores as lições da greve e aprovar a proposta de acordo dia 3 junho (sexta-feira).

2 - O sindicato vai iniciar, em conjunto com a sociedade civil organizada, uma campanha em defesa de Congonhas com o lema "O Minério tem que ser Nosso".

3 - O Metabase vai entrar com uma representação no Ministério Público, na Comissão de Direitos Humanos da ALMG e na corregedoria da PM para apurar as violações aos direitos humanos ocorridos durante a greve.

SINDICATO METABASE INCONFIDENTES
Fonte: Sítio do PSTU

quarta-feira, 1 de junho de 2011

TV SINDMETALSJC: Greve na Heatcraft

Costureiras cruzam os braços em Fortaleza

Nesta terça, 31 de maio, as costureiras da fábrica ILP do grupo Di Lady Langeries, fizeram uma importante paralisação de duas horas na porta da empresa. 

Como parte da campanha salarial, a paralisação também teve como foco a denúncia das condições humilhantes as quais as trabalhadoras estão submetidas. Uma longa lista como a péssima qualidade do almoço, assédio moral dos gerentes, exigência de metas abusivas e acidentes de trabalho, fez com que as operárias cruzassem os braços.

Além de a empresa cometer todas essas irregularidades, ainda chamou a polícia para intimidar os trabalhadores. Mas, o tiro saiu pela culatra. Ao tentar agredir um diretor do Sindicato da Construção Civil, a polícia foi cercada por dezenas de costureiras, que impediram a agressão e obrigaram os policiais a tomarem o caminho de volta.

O Sindicato da Confecção Feminina, juntamente com os demais apoiadores da CSP-Conlutas (Sindicatos dos Rodoviários, Construção Civil e Movimento Mulheres em Luta), fizeram coro com as trabalhadoras ao puxarem a palavra de ordem: “Chega de Picote!”

Os “picotes” são pequenos pedaços de papel que, a cada operação, são picotados e colados às peças como uma forma de controlar o ritmo de trabalho. Aquelas que não chegam a 4.000 picotes diários não batem a meta e acabam sofrendo vários tipos de retaliações.

A paralisação das costureiras, enfrentando o patrão e a polícia, demonstra que, apesar de sofrerem todos os dias com a falta de creches e com a dupla jornada de trabalho, estas operárias estão dispostas a lutar pelos seus direitos e salário. E esse é só o começo da campanha salarial, a Construção Civil mostrou o caminho e as operárias mostraram que querem seguir por ele.

PAULA FARIAS, DE FORTALEZA (CE)
Fonte: Sítio do PSTU